quarta-feira, 15 de junho de 2011

Blank Generation: o filme


Imagens raras captadas no início dos anos 70 e que registram o começo da cena punk novaiorquina. É isto o que traz o documentário "The Blank Generation: Dancing Barefoot", lançado originalmente em 1976 pelos cineastas Amos Poe e Ivan Kral - os caras que estavam no lugar certo e na hora certa.

Conta com performances de artistas como Patti Smith Group, Television, Blondie, Talking Heads, Ramones, Johnny Thunders & The Heartbreakers, entre outros, gravadas em pequenos pubs, em especial o hoje lendário CBGBs.

Todo em preto e branco, o filme é tão tosco quanto as bandas nele mostradas. Mas é o melhor registro do nascimento de uma das estéticas culturais e músicas mais instigantes do século XX.

Filme obrigatório!

LINKS PARA DOWNLOAD:

http://www.4shared.com/file/125515158/fb9ec2f8/BG_-_Amos__Ivanpart1.html

http://www.4shared.com/file/125521801/38265811/BG_-_Amos__Ivanpart2.html

http://www.4shared.com/file/125528050/414d82f0/BG_-_Amos__Ivanpart3.html

http://www.4shared.com/file/125534611/211d9dd8/BG_-_Amos__Ivanpart4.html

http://www.4shared.com/file/125543250/1a88243f/BG_-_Amos__Ivanpart5.html

http://www.4shared.com/file/125551062/4b462385/BG_-_Amos__Ivanpart6.html

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Cláudia Helena: a modelo rondonense admirada em todo o país


Por Cristiano Viteck

No início de março, os rondonenses que assistiam ao Domingão do Faustão foram surpreendidos ao verem na tela da televisão a imagem de uma mulher loira, alta, com marcantes olhos verdes e um sorriso impossível de passar despercebido. Era a estreia da modelo – nascida em Marechal Cândido Rondo – Cláudia Helena Swarowsky, no programa de Fausto Silva como apresentadora do merchandise, ao vivo e para todo o Brasil.

Filha de Maria Adelaide e Décio Swarowsky, a rondonense conta com uma trajetória bem sucedida como modelo, marcada por uma longa lista de desfiles pelas principais passarelas dos grandes centros de moda ao redor do mundo, por campanhas publicitárias de marcas famosas e ensaios fotográficos para revistas importantes de moda, tanto no Brasil como no exterior. E quem puxar pela memória, deve ter na lembrança comerciais que foram ao ar em todos os canais de televisão do país, como o das sandálias Havaianas (ao lado do apresentador Luciano Huck) e da Motorola (com o ex-tenista Gustavo “Guga” Kuerten).

Também bastante significativo foi o trabalho dela como Barbie, na personificação da famosa boneca e que rendeu a gravação de um CD e participações em diversos programas de TV –como Eliana e Serginho Groisman –, além fazer shows pelo país. Conforme a rondonense, este “foi um projeto muito legal. Eu sou apaixonada por crianças e a gente teve que ter esse conato com elas. Foi muito prazeroso de fazer”.

Início

Curioso nessa história toda é que Cláudia Helena nunca teve aquele grande sonho de ser modelo, comum em muitos adolescentes. Ela conta que foi mais por insistência de uma tia que se inscreveu em um concurso de novas modelos da agência Elite. Resumindo a história, ficou entre as finalistas, assinou o contrato com a agência e estreou muito bem na carreira de modelo profissional, fazendo uma capa da revista Capricho ao lado do ator Rodrigo Santoro. Depois, seguiram-se muitas viagens a trabalho para diversos países (tanto é que hoje Cláudia Helena é fluente em inglês, espanhol e ainda aprendeu um pouco de francês). E mesmo com a agenda cheia, é preciso dizer que ela conseguiu conciliar a carreira profissional com os estudos: não só terminou o ensino médio, como também se graduou em Direito, pela Unioeste.

Inclusive, Cláudia Helena acreditava que este ano daria uma diminuída no ritmo da carreira de modelo para se dedicar à advocacia. Mas, com a nova oportunidade de trabalhar no Domingão do Faustão, o sonho dela de ser chamada de Dra. Cláudia Helena Swarowsky e de atuar como advogada acabou adiado. Mas, ela não se queixa e diz que está muito feliz com essa nova fase da carreira e também não poupa elogios ao apresentador e a toda a equipe do Domingão do Faustão. “A minha carreira de modelo continua. Durante a semana faço os trabalhos e as viagens e nos finais de semana trabalho no Domingão do Faustão, que é praticamente sempre ao vivo. Está bastante corrido, mas está dando tudo certo”, afirma.

Trabalhar como modelo

Com toda a experiência de modelo internacional que possui, Cláudia Helena sente-se à vontade para dar algumas dicas para quem quer se dedicar à carreira. “A região é um celeiro de meninas e meninos bonitos. Os adolescentes que têm esse sonho precisam acreditar. Se gosta, tem que insistir, ter perseverança e correr atrás”, afirma.

Ela explica que a idade em que geralmente as pessoas começam nessa carreira é com 14 ou 15 anos. “Mas, isso não quer dizer que não possa iniciar com 20, 21 anos. Quem quiser terminar a escola, pode estudar sem pressa. Os trabalhos é que são um pouco diferentes. Se você tem menos altura, pode trabalhar mais como modelo comercial, fazendo publicidade para catálogos e revistas tranquilamente. Nos trabalhos chamados fashion, que são os desfiles, as revistas de moda, é que precisa ser um pouco mais alto. Na passarela, são mais procuradas as meninas super magras e bastante novas. Se você observar, são poucas as que com 28, 30 anos em diante que fazem desfiles. Hoje eu faço muito mais publicidade e fotos e antes era o contrário”.

Mercado

São Paulo é o principal centro de moda do país. Lá, Cláudia Helena diz que existem ótimas agências de modelo: “hoje está bem mais fácil o acesso. Cada dia as agências estão atrás de novos talentos”. A rondonense ainda comenta que o mercado de moda brasileiro de hoje é bem diferente de quando ela iniciou a carreira, há cerca de 15 anos. Ela diz que na época o mercado internacional de moda não era o mesmo e que o mercado brasileiro era mais limitado ainda.

Hoje é diferente. “A moda brasileira teve um crescimento excepcional, tanto que agora o país faz parte do calendário mundial da moda. A São Paulo Fashion Week traz ótimo fotógrafos, produtores, revistas. Além do país exportar modelos, também existem grifes brasileiras com lojas em Nova York, Paris. Coisa que 15 anos atrás ninguém imaginaria. O Brasil realmente tem crescido muito na moda e não só em quantidade, mas na qualidade das marcas”.

Cláudia Helena lembra ainda que quando começou a trabalhar como modelo, sempre viajou muito acompanhada da mãe, por ter certo receio da profissão e não haver praticamente modelos na região com quem pudesse buscar mais informações sobre esse mercado de trabalho. Desfeita a desconfiança, hoje Cláudia Helena explica que tudo é muito profissional nesta área, desde que se opte por trabalhar com pessoas que realmente se dedicam e levam bastante a sério essa atividade.

Se o receio ficou no passado, Cláudia Helena nunca deixou pra trás um forte recato na hora de escolher ou não por fazer um trabalho. “Eu sempre tive uma certa forma de caretice com esse negócio de transparência. De certa forma isso me limitou bastante. Mas, isso é uma opção minha e não aconselho ninguém a ser ou não ser assim também. Deixei de fazer trabalhos que teriam sido muito bons profissionalmente, mas pessoalmente talvez hoje eu não estaria feliz comigo se tivesse feito”, pondera.

Perguntada se nos seus planos está seguir uma carreira na televisão como atriz, a exemplo de tantas outras modelos que seguiram para esse ramo, com a toda a sua simpatia Cláudia Helena logo descarta a possibilidade: “acho que essa não é minha praia. É uma profissão linda, gostaria de ter o dom. Mas, prefiro só ficar assistindo”.

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Texto publicado na edição nº 100 da Revista Região, de junho/2011.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

A felicidade de uma nação começa nas panelas


Ontem, acompanhando os noticiários sobre a posse de Gleisi Hoffmann, me chamou atenção uma afirmação da nova Ministra da Casa Civil. Ela disse que mesmo em Brasília, onde passou a morar depois que assumiu o cargo de senadora, fazia questão de levar todos os dias os seus filhos pequenos à escola. Um gesto que poderia ser banal até, mas que chama a atenção nesses tempos em que está cheio de crianças “filhas de chocadeira” por aí em decorrência de pais ausentes, ou daquelas mães lelés da cuca que acham normal jogar seus bebês recém-nascidos no lixo...

Não precisa se esforçar muito pra chegar à conclusão de que, se boa parte da molecada de hoje tá virada do avesso, deve-se muito ao esfacelamento familiar, com pais ausentes que precisam trabalhar para garantir condições mínimas de manter o lar; ou que por desleixo mesmo, deixam os filhos entregues aos deus-dará.

Final de semana, deparei-me com esse texto abaixo, do sociólogo brasileiro Gilberto Freyre. Trata-se de um trecho do Manifesto Regionalista, que ele escreveu na década de 1920. Na defesa da cultura regional do Nordeste (e em extensão às culturas de todas as regiões do país), o autor do clássico Casa Grande & Senzala afirmou:

“Uma cozinha em crise significa uma civilização inteira em perigo: o perigo de descaracterizar-se. As novas gerações de moças já não sabem, entre nós, a não ser entre a gente mais modesta, fazer um doce ou um guisado tradicional e regional. Já não tem gosto e nem tempo para ler os velhos livros de receita da família. Quando a verdade é que , depois do livros de missa, são os livros de receita de doces e de guisados os que devem receber das mulheres leitura mais atenta. O senso de devoção e a obrigação devem completar-se nas mulheres do Brasil, tornando-as boas cristãs e, ao mesmo, boas quituteiras, para assim criarem melhor os filhos e concorrerem para a felicidade nacional. Não há povo feliz quando às mulheres falta a arte culinária. É uma falta quase tão grave como a da fé religiosa”.

Meio machistão o negócio aí, mas se for pensado no contexto em que foi escrito, é mais ou menos o pensamento comum da época. E muito dele vale também para os dias atuais.

Não sou maluco de dizer que mulher tem que só cuidar da casa, dos filhos, caprichar no fogão e ler livro de novena. Claro que toda mulher tem todo o direito de viver plenamente todas as conquistas alcançadas nas últimas décadas. Mas, isso, não significa que a mulher deve abrir mão do seu papel de mãe e esposa. São poucas as coisas que deixam um homem e os filhos com um sorriso de orelha a orelha. Uma delas é uma mulher e mãe de mão cheia na cozinha - e nisso, a Dona Elenita e a minha cara-metade Puky são nota 10! A luta constante contra a balança é prova disso...

Enfim... Não sei se chego ao ponto de afirmar, como Gilberto Freyre, que uma mulher que cozinha bem está promovendo a felicidade nacional. Mas do lar e da família, isso com certeza! E como um lar se constrói a dois, estou me aventurando também na cozinha. É um tipo de culinária meio ogra a que eu pratico por enquanto. Não chega a salvar o Brasil, mas até que é bem divertido...

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Campanha anti-drogas compara mascote do Internacional a usuário de crack


Bem, ou quase isso. Na verdade, é o personagem Saci-Pererê criado pelo cartunista Ziraldo que foi usado sem a permissão dele (do Ziraldo, e não do Saci) para uma campanha informativa sobre os riscos de se consumir crack e oxi, esta a grande novidade no mercado de tóxicos – uma maravilha: mais barato, com maior poder de vício e uma capacidade absurda, dizem, de deixar ainda mais retardado o mentecapto que se acha esperto o bastante para usar uma porcaria dessas.

Distribuído pelo governo de São Paulo e produzido pelo Centro de Referência em Álcool, Tabaco e Outras Drogas, o panfleto da campanha tinha como título “O que era ruim ficou pior: diferenças entre crack e oxi”. Para ilustrá-lo, um desenho do Saci Pererê de Ziraldo, que foi tirado da internet. A justificativa da psicóloga que ajudou a bolar o panfleto, que foi distribuído na semana passada, é que o Saci, além de lhe faltar uma perna, também sempre está pitando um cachimbinho, digamos, um tanto quanto suspeito.

Uma triste coincidência com o simpático personagem do folclore brasileiro, já que os fumadores de crack e oxi também não largam seus cachimbinhos. Porém, os responsáveis pela campanha deviam ter percebido que, no fundo, os usuários dessas drogas diferem bastante do Saci, pois, ao invés de lhes faltarem uma perna, o que lhes falta mesmo é cérebro.

Voltando ao cartaz, enfim, o Governo de São Paulo achou que era uma grande sacada associar o Saci aos fumadores de crack (que, na gíria dos doidos de pedra, também se autodenominam “sacizeiros”). O Ziraldo ficou fulo da vida, exigiu que o material não fosse distribuído e proibiu a reprodução do seu Saci para esse tipo de finalidade. Já os fumadores de crack e oxi não estão nem aí pro panfleto, pro Ziraldo e pro Saci Pererê. Querem saber é se o bagulho é mesmo do bom e, se não for, azar de quem tá vendendo!

Quanto ao mascote do Internacional, caberiam aqui algumas piadas meio toscas sobre essa história de cachimbinho, drogas e o fato de um personagem sem uma perna ser símbolo de um time de futebol. Mas, já que minha noiva e meu sogro são torcedores do Internacional (família é coisa séria!) e tenho mais alguns amigos colorados, o melhor é ir terminando o texto o por aqui...