quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Eu quero Macunaíma para mascote da Copa!


Um tatu-bola deve ser anunciado no próximo domingo (16), durante o programa Fantástico – da Rede Globo -, como a mascote da Copa de 2014, no Brasil. A informação foi postada ontem (11) no Portal da Copa, com a justificativa de que a ideia foi encampada por uma ONG cearense chamada Associação Caatinga.

“Segundo a organização, o animal é uma espécie típica do Brasil e que possui a habilidade de curvar-se sobre si para se proteger de ameaças externas, assumindo a forma de uma bola. O objetivo é que a iniciativa contribua na proteção e preservação do tatu-bola, espécie de tatu mais ameaçada do país”, destaca a nota.

O sujeitinho abestado, que ainda não recebeu um nome, será esse aqui:


Mesmo sensibilizado com o risco de extinção do bichinho “Tolypeutes tricinctus”, penso que os brasileiros mereciam ter na Copa que irão sediar uma mascote mais bonita, mais alegre, colorida e que represente bem o Brasil, vendendo uma imagem simpática para o mundo. Afinal, o objetivo de trazer uma Copa para o país é esse: atrair dinheiro, turistas, investimentos e posar de bacana para os gringos.

Tatu-bola, ora bolas...

Acredito que cairia muito bem algumas aves ou outros bichos da nossa fauna, bem mais atrativos que o sujo e feio tatu-bola. Taí o filme “Rio”, que fez sucesso em todo o mundo com a história de uns passarinhos coloridos curtindo umas aventuras “muito loucas” pela Cidade Maravilhosa.

Tatu por tatu, se fosse para escolher um que representasse bem o país, então sugiro à Fifa que mude a mascote até o próximo domingo para um verdadeiro símbolo do Brasil, o caipira Jeca Tatu, personagem do escritor Monteiro Lobato, que pode ser representado com a cara do ator Mazzaropi mesmo, que estrelou filme de sucesso em 1959:


Já se a ideia é agradar um grande número de brasileiros (embora desagrade outra gigantesca massa também), sugiro mais um personagem de Mazzaropi como mascote da Copa de 2014: “O Corintiano”, do filme de 1966!


Mas, pensando melhor, a legítima cara do Brasil, a representação ideal de como os estrangeiros comuns vêem o nosso povo, o DNA nacional e mascote definitiva deveria ser ele, o “Macunaíma”, o personagem do livro de Mário de Andrade de 1928 (também levado ao cinema, interpretado por Grande Otelo).

Eu quero Macunaíma, o herói sem virtude e o seu clássico bordão “ai que preguiça!”, para mascote da Copa!!!


E, como toda Copa que se preze precisa sempre de um bom tema, a minha sugestão é a música “Inútil” do Ultraje à Rigor, espécie de hino irônico do processo de redemocratização do país nos anos 80, e que permanece tão atual!

Dúvida? Saca a letra e cante junto!!!

A gente não sabemos
Escolher presidente
A gente não sabemos
Tomar conta da gente
A gente não sabemos
Nem escovar os dente
Tem gringo pensando
Que nóis é indigente...


"Inúteu"!
A gente somos "inúteu"!


A gente faz carro
E não sabe guiar
A gente faz trilho
E não tem trem prá botar
A gente faz filho
E não consegue criar
A gente pede grana
E não consegue pagar...


"Inúteu"!
A gente somos "inúteu"!


A gente faz música
E não consegue cantar
A gente escreve livro
E não consegue publicar
A gente escreve peça
E não consegue encenar
A gente joga bola
E não consegue ganhar...


"Inúteu"!
A gente somos "inúteu"!
"Inúteu"!

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