terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Rondon, terra do nada pra fazer?


As declarações dadas pelo ex-goleiro da Copagril, Léo Oliveira, a uma rádio comunitária de Tubarão (SC), cidade do atual time do jogador, a Unisul, causaram indignação e revolta em muitos rondonenses.

Moradores da nossa cidade, que adotaram a equipe da Copagril como seu time do coração, ficaram indignados por ele ter feito críticas ao comportamento de alguns jogadores da equipe no ano passado. Um ponto de vista que só quem vive o dia a dia dentro da Copagril Futsal pode dizer se as críticas têm fundamento ou não.

Outra declaração de Léo Oliveira foi em relação à cidade que, segundo ele, não tem nada pra fazer, a não ser comer ou ficar em casa. Nesse ponto a reação da população foi inversamente proporcional à verdade contida na declaração do jogador. Afinal, o que existe na nossa cidade para se fazer? Tirando bares, restaurantes e lanchonetes, restam poucas opções.

Temos cinema, teatro, boates, casas de shows, shopping ou qualquer outra coisa que são locais de entretenimento normal de qualquer cidade? A resposta todos sabem, daí porque estranho a revolta de parte da população.

A declaração de Léo Oliveira foi uma crítica? Pelo contrário, foi uma constatação. Talvez o único “erro” do atleta tenha sido ser sincero demais. Podia ter optado pela demagogia, mas optou pela sinceridade e agora está sendo crucificado por isso.

Rondon é uma cidade pobre de entretenimentos. Já foi melhor quem já é mais avançado nos anos sabe disso. Já tínhamos aqui cinema e quatro boates funcionando ao mesmo tempo, só para ficar em dois exemplos. Hoje resta pouca coisa. Se não fosse verdade, por que tantas pessoas vão todos os finais de semana para Toledo, Cascavel, Curitiba ou outros centros maiores atrás de diversão?

Existem culpados pela falta de atrativos em Rondon? Quem sabe. Acredito que seja uma conjuntura que tem perpetuado essa pobreza de diversões no nosso município. Apontar culpados é difícil, se é que eles existem.

Não há o que fazer em Rondon porque as pessoas não gostam de sair, ou não gostam de sair por que aqui não há o que fazer? Uma pergunta sem respostas, tal como Tostines vende mais por que é fresquinho ou é fresquinho por que vende mais?

Quem tiver pistas que tente responder. Só não é justo condenar o jogador por levantar a bola de uma realidade que só não vê quem não quer...

4 comentários:

  1. Eis o problema de falar a verdade! Se eu fosse falar a verdadade (minha verdade) pra tudo e pra todos, já estaria "deportada" deste pobre e infeliz município!

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  2. quem dá moral pra jogador de futebol só pode ter problema mental

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  3. coitado do cara, não dá nem pra ser sincero mais! isso que em 2 anos que residu na cidade fez mais "amigos" que eu que nasci e me criei aqui, até os padrinhos de casamento são de Rondon. Amizades profundas o rapaz conseguiu. Incrível mesmo.

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  4. O povo de MCR já se acostumou com essa vivência caótica.
    No meu caso então, odeio ir a festas pois as músicas de lá me deixam levemente maquiavélico, o geito é esperar um Garden Rock, em Toledo! maspoxavida.

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