terça-feira, 20 de setembro de 2011

Quem precisa de televisão?


“A Televisão
Me deixou burro
Muito burro demais
Oi! Oi! Oi!
Agora todas coisas
Que eu penso
Me parecem iguais
Oi! Oi! Oi!”


- Titãs, em “Televisão”

Parecia impossível, mas não está sendo tão difícil assim. Na verdade foi fácil até demais. Acho que no final das contas não passa de hábito, costume. Assim como parar de fumar, por exemplo, também é possível deixar o vício da televisão. E sabe, duas semanas depois de abandonar a TV, você acaba se sentindo mais disposto, já consegue articular melhor uma conversa e o seu cérebro até fica mais rápido, uma vez que está expurgando anos e anos de bobagens e de lavagem cerebral.

Acredito que para alguns deve ser bem difícil. Um dia sem TV e já ficam fora de controle como o Datena gritando “me dá imagens, eu quero imagens, me dá imagens”. Mas, pra tudo tem remédio...

Claro que nem tudo que a TV transmite é besteira. Tem muita coisa boa ainda, se você tiver paciência de procurar e de esperar. Por exemplo, Chaves, Chapolim, os desenhos da Hanna-Barbera, os Simpsons, Two And a Half Man e os jogos do Vasco da Gama. O resto é bobagem. Notícias de verdade você lê na internet ou em jornais de papel. Confesso que tenho um pouco de saudades do canal TCM. Do resto...

Antes que alguém pense que vendi minha TV pra comprar crack, explico que foi uma decisão conjunta entre minha digníssima e eu. E estamos bem felizes assim. Claro que a decisão de abandonar a TV veio acompanhada de uma injeção de velocidade da internet, para suportar as crises de abstinência televisiva, porque ninguém é de ferro. É como nos ensinaram os personagens do filme “Trainspotting – Sem Limites”: você não larga o vício em heroína assim sem mais nem menos. Administra as crises com metadona. Com a TV é a mesma coisa. Você precisa por outra coisa que faça menos mal no lugar.

A vida nos ensina a não dizer “dessa água nunca mais beberei”. Numa dessas, uma hora ou outra bate a recaída. O que é natural. Mais uma vez recorro a Trainspotting e seu personagem principal, Mark Renton: “existe a última dose e as últimas doses”. Nunca se sabe. Mas nesse período em que estou em abstinência de televisão e sóbrio, me dedico com afinco a outras coisas bem mais interessantes, como assistir filmes, ouvir mais música e à leitura. E falando nisso, vou ficando por aqui porque a biografia do J. D. Salinger me chama lá na sala...

That’s all folks!

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