quarta-feira, 13 de julho de 2011

Rock and roll ecológico


Hoje, 13 de julho, é o Dia Mundial do Rock! Claro, uma data sem importância para quem é adepto do gênero já que pra esses, dia de rock é todo dia e toda hora. Mas, pra quem não transita por essa praia, a data serve talvez pra dar uma estimulada pra retirar o CD “The Best of U2” da gaveta e pagar de roqueiro.

Rock: esse gênero musical que se estende para um estilo de vida marcado por cabeludos, tatuados, drogados e vagabundos, diz o senso comum. Bem, é isso também. Mas, em meio a essa horda de bárbaros existe muita gente que põe o cérebro pra funcionar. Artistas que fazem da sua música um veículo para manifestar alguma “mensagem” mais crítica sobre a sociedade e blá blá blá; ou que usam da sua popularidade para chamar a atenção sobre alguma causa social- política-ecológica que julgue importante.

Neste último caso, temos alguns exemplos, como o cantor Sting, que no final dos anos 80 rodou o mundo levando a tiracolo o cacique Raoni, com o objetivo de defender a preservação da Amazônia. Também podemos citar o cantor Bono Vox, que adora pagar de bom samaritano pedindo a líderes do primeiro mundo que perdoe a dívida externa dos países pobres. Uma campanha da qual eu não teria o menor receio de contribuir com um mês de salário todos os anos, desde que Bono Vox parasse de cantar nesse exato momento!

Mas, quem me motiva a falar sobre o “rock do bem” nesse tal Dia Mundial do Rock é outro cara: Neil Young. Com quase 50 anos de carreira, o músico canadense desembarca no Brasil em novembro no festival de música SWU, que acontece em Paulínia (SP). Só que ele não vem cantar e tocar e sim pra palestrar no 2º Fórum Global de Sustentabilidade. O tema será o seu projeto LincVolt.

Não é de hoje que Neil Young está metido em tudo quanto é causa, principalmente em defesa dos pequenos agricultores dos Estados Unidos e do meio ambiente. A sua última investido no campo do ativismo ecológico foi criado em 2008, quando ele começou a por em prática o projeto de transformar o seu Lincoln 1959, que estava apodrecendo na sua garagem, em um veículo ecologicamente correto. Detalhe: o Lincoln é uma das maiores banheiras bebedoras de gasolina já inventadas pela indústria automobilística em todos os tempos.

Utilizando uma gama de várias fontes de energia alternativa, com a transformação da velha banheira em um veículo adequado para os atuais tempos em que a sustentabilidade impera, Neil Young pretende provar que é possível manter a paixão por veículos grandes e elegantes, sem com isso assassinar o orçamento familiar e matar o planeta. Quando o projeto estiver concluído (ele sofreu um pequeno atraso, depois que um incêndio no ano passado destruiu parte do galpão onde o veículo está sendo transformado), Neil Young pretende cruzar as estradas dos Estados unidos com o seu rebatizado LincVolt, participando de diversos eventos ligados à sustentabilidade.

Claro que tudo isso atraiu o interesse de investidores interessados em salvar o planeta e, quem sabe mais interessados ainda, em pegar uma carona no imenso interesse que o projeto como esse de um cantor famoso atrai na mídia. E não há nada de errado nisso, afinal os fins neste caso justificam os meios. Uma atitude totalmente rock and roll deste respeitável senhor de 65 anos chamado Neil Young, que está tão motivado com o seu LincVolt que diz que o projeto hoje é até mais importante do que sua própria música. Também não é pra tanto...

Para saber mais: www.lincvolt.com

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