sexta-feira, 27 de maio de 2011

FOMO: a síndrome dos que não foram


A internet, quando surgiu, foi vista como uma ferramenta capaz de aproximar as pessoas, democratizar informações, facilitar uma série de tarefas do dia-a-dia, etc... E, pelo que me parece, até hoje tem funcionado muito bem de uma forma geral. Por outro lado, tem se descoberto que é uma ferramenta importantíssima também para potencializar a idiotice de algumas pessoas.

Leio esta semana que os psicólogos detectaram um novo distúrbio entre os usuários do Facebook, do Orkut, Twitter, Flicker e similares. É o FOMO (sigla em inglês de “Fear of Missing Out”, que pode ser traduzido como o medo de estar perdendo alguma coisa ou medo de estar por fora). Ele funciona assim: por exemplo, fulano de tal tem lá seus amigos no Facebook. Aí ele vê as atualizações dessas pessoas, que falam das festas que elas participaram, dos lugares onde estiveram, de quem está pegando quem... E o infeliz se sente deprimido porque não esteve presente em nenhum desses momentos, porque não ficou sabendo das baladinhas legais ou porque nenhum de seus amigos do Facebook o convida para ir a festas, encontros ou praquele churrasco da turma da faculdade, sempre cheio de mulherada bonita e cerveja barata.

Outra modalidade do FOMO, essa mais rebuscada, é o sofrimento por não poder estar em todos esses lugares legais ao mesmo tempo. Digamos que existam 10 festas de arromba acontecendo na mesma hora. Você escolhe uma delas, mas não se diverte porque fica com a sensação de que todas as outras baladas estão mais legais. Aí, no dia seguinte (ou na noitada mesmo, já que você é nerd o bastante pra ficar fuçando no seu Blackberry no meio de uma festa) você acessa sua rede de relacionamentos, vê as fotos das outras baladas, os comentários de seus amigos e, óbvio, se sente a última das pessoas porque, na sua cabeça, está martelando a sensação de que escolheu a festa errada para ir.

Especialistas teorizam que tamanha dor e infelicidade de quem sofre de FOMO é causada pela fragilidade das amizades do meio virtual, onde é comum, por exemplo, o cara ter trocentos amigos no Facebook, mas não tem uma única pessoa com quem comer uma pizza sábado à noite, tomar uma cerveja no final do dia ou ir praquela balada mega hiper super ultra descolada que vai rolar em alguma lugar.

Eu, que não entendo bulhufas de psicologia, mas sigo a linha do Chacrinha de que estou aqui pra confundir e não pra explicar, acredito que quem sofre de FOMO é uma pessoa que encontrou na internet um meio capaz de intensificar os seus problemas. Se o cara não está nas baladas certas, não recebe convites legais e tal, é geralmente por três motivos: é chato, feio ou pobre ou tudo junto ao mesmo tempo agora. É meio fascistão dizer isso, mas é a vida. Então, antes de jogar a culpa na internet, meu caro sofredor de FOMA, largue mão de ser coxinha, desliga esse computador e vai curtir a vida numa boa porque ficar sofrendo de FOMO... é f%&@!!!

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